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domingo, 22 de novembro de 2009

Papa pede que artistas se afastem da beleza hipócrita da transgressão
da Efe, no Vaticano



O papa Bento 16 pediu neste sábado aos artistas que transmitam a verdadeira beleza da arte, e não a "hipócrita", da qual "frequentemente se faz propaganda" e que estimula a ânsia de poder sob expressões de "obscenidade, transgressão ou provocação".

Em um encontro realizado na Capela Sistina do Vaticano com cerca de 260 artistas, o pontífice falou sobre o conceito de beleza que, segundo ele, a arte deve transmitir.

"Muito frequentemente, a beleza da qual se faz propaganda é ilusória e falaz, superficial e deslumbrante até o atordoamento e, em vez de fazer sair os homens de si mesmos e abrir horizontes de verdadeira liberdade, atraindo-os para o alto, os aprisiona em si mesmos e os torna ainda mais escravos, carentes de esperança e de alegria", afirmou o papa.

"É uma sedutora, mas hipócrita, beleza, que aviva a ânsia, a vontade de poder, de posse, de abuso sobre o outro e que se transforma, em seguida, em seu oposto, assumindo a expressão da obscenidade, da transgressão ou da provocação", acrescentou.

Por isso, o pontífice fez uma chamada à responsabilidade dos artistas em transmitir a verdadeira beleza, que, segundo ele, leva o coração humano ao "desejo profundo de conhecer, de amar, de ir em direção ao outro".

"Vocês são os guardiães da beleza. Vocês têm, graças a seu talento, a possibilidade de falar ao coração da humanidade, de tocar a sensibilidade individual e coletiva, de gerar sonhos e esperanças, de ampliar os horizontes do conhecimento e do compromisso humano", disse Bento 16.

"Estejam, portanto, agradecidos pelos dons recebidos e sejam plenamente sabedores da grande responsabilidade de comunicar a beleza, de fazer comunicar na beleza e através da beleza. Sejam também vocês, através de sua arte, anunciantes e testemunhos de esperança para a humanidade", acrescentou.

sábado, 21 de novembro de 2009

[25 MELHORES DISCOS DE 2009 ATÉ AGORA]

01. Vic Chesnutt - At the cut
02. Bill Callahan - Sometimes I wish we were an eagle
03. Current 93 - Aleph at hallucinatory mountain
04. St. Vincent - Actor
05. El Perro Del Mar - Love is not pop
06. Do May Say Think - Other truths
07. Little Dragon - Machine dreams
08. William Basinski - 92982
09. Julian Casablancas - Phrazes for the young
10. Wild Beasts - Two dancers
11. Lokai - Transition
12. Iggy Pop - Preliminaires
13. PJ Harvey & John Parish - A woman a man walked by
14. Deerhunter - Rainwater cassette exchange
15. Converge - Axe to fall
16. Dead Man's Bones - Dead Man's Bones
17. Volcano Choir - Unmap
18. Death Cab For Cutie - The open door EP
19. Blackout Beach - Skin of evil
20. Lily Allen - It's not me, it's you
21. Xiu Xiu - You can't hear me
22. OOIOO - Armonico hewa
23. Destroyer - Bay of pigs EP
24. Neko Case - Middle cyclone
25. Robyn Hitchcock - Goodnight Oslo
Característica do meu mapa astral "Urano na 11ª Casa": Você está no mundo, mas não faz parte dele.
Meu kin (signo) maia, Semente/Kan: Às vezes KAN parece estar em outro mundo.
Meu kin (signo) maia
SEMENTE / KAN
Traduzido por: Maria Thereza F. Di Lascio


Você deve plantar agora a semente de alguma intenção, projeto ou sonho. A energia da semente lhe pede não ter problemas de receptividade, pois as sementes germinam melhor em um campo de entrega, que responda. O que você pode fazer para criar essa receptividade, que ajude a germinação de suas ideias-sementes? Recorde-se de que toda semente se auto-germina, e que o cumprimento de qualquer sonho começa com um pensamento singelo. Não se perca no processo inteiro da manifestação, comece semeando o que seu coração deseja. Sinta que é possível este sonho-semente brotar da terra. Sua vida é a terra receptiva. Plante uma semente nessa terra fértil. Comece. O resultado florescerá de forma natural dentro de sua predisposição para começar. Todas as sementes contém o poder holográfico para auto-realizar-se. A Semente representa o poder que dirige os processos vitais de um organismo até a sua plenitude. Siga nesta viagem de manifestação, acatando os sonhos e seus sentimentos mais profundos.

A sabedoria da sombra (receios e medos): a sombra alerta que pode ser que você queira continuar latente, buscando ser protegido e ser invulnerável. Você está inconscientemente limitando-se ao abrigar a ideia de ficar a salvo e de ter segurança dentro de sua concha. Disponha-se a romper com essa couraça formada de auto-conceitos e estruturas da vida, que o conservam como que amarrado. Liberte-se de velhas estruturas e crenças que antes davam a você segurança, e vá ao encontro de novas possibilidades. Muito além dos confins da segurança e esquemas de rotina da vida diária, existem possibilidades desconhecidas que chamam você. Contemple como você pode estar limitando seu crescimento natural. Não espere condições perfeitas para plantar sua semente; agora é a época; cultive suas sementes. Você é a terra receptiva; seus desejos atrairão, de forma natural, o apoio de que necessita. Todos os seus sonhos e desejos estão dentro de você, esperando que os desperte. A resposta está dentro de você e não fora. Lembre-se de que a semente contém o holograma completo do todo e que, dentro do processo de crescimento, se encontram as respostas e os vislumbres disponíveis. Plante suas intenções; elas se ativarão, guiarão você e manifestarão os mistérios interiores.

É possível que haja uma fenda entre a mente e o corpo, que KAN tente curar, trabalhando através das crises. Na superfície, KAN ou Semente, pode aparentar ser indolente, mas na realidade, KAN é um caçador passivo que está sempre pronto a reagir às oportunidades e fazer contatos com as pessoas certas. É sua natureza receptiva e agressiva que reconhece um movimento social de vanguarda, sem ofender diretamente ou deixar deslocadas muitas pessoas. KAN tem uma natureza fogosa e não pode tolerar superficialidade, levando a vida bastante seriamente, muitas vezes envolvendo-se com intrincados assuntos como ciência, filosofia, religião e metafísica. No íntimo, KAN é muito sério a respeito da vida. Sua atitude muito séria pode levá-lo à depressão e desesperança, se continuar reprimindo-se. É importante reservar um tempo para ocupações alegres e despreocupadas. KAN é ajudado ficando algum tempo no sol para a restauração de sua saúde física e emocional. Atividades ao ar livre que levem KAN a sair de suas atividades e interesses mentais trazem equilíbrio para ele.

KAN tem uma energia física muito profunda e forte. KAN pode ter uma mente intensamente abstrata, envolvendo-se com teorias mitológicas. Às vezes KAN parece estar em outro mundo.

KAN está plantando sementes e permitindo que as mesmas germinem. Descubra onde você não está permitindo o crescimento dos seus sonhos. Você está permitindo o repouso da semente para permanecer salva no mundo interior do eu? Está limitando seu crescimento natural, permanecendo na casca protetora da semente? Lembre-se, a casca exterior da semente não traz vida. Ela precisa ser rompida, permitindo que a força vital e a luz interior da semente tragam a vida para o exterior.

Não espere pelo tempo ou lugar perfeito para permitir-se experimentar. Se você buscar salvação na superfície do mundo, não a encontrarás. Não se deixe prender no processo de manifestação de si próprio. Sua vida é um grão fértil. Plante já as sementes e tome as primeiras medidas em relação aos seus desejos. O único tempo de experimentar é agora. Comece a viver seu destino solar. O universo é receptivo e você atrairá apoio para seu destino. Tudo o que você é capaz de ser, está pronto para ser manifestado na primavera do seu destino. A resposta está dentro da semente que é VOCÊ! Lembre-se que a manifestação de um sonho se inicia com um pensamento e então você coloca usa intenção para criar, permitindo que o universo manifeste seu sonho. Tudo isso é necessário para que você realize e siga seu chamado interior. Quem vive no universo, também vive na SEMENTE! Comece a GERMINAR!
Significado do meu nome, "Douglas": Aquele que veio do rio de águas escuras e uma pessoa que, com seu temperamento impulsivo, consegue resultados rápidos em tudo o que se propõe a fazer.

Característica do meu mapa astral "Mercúrio Sextil Marte": Você é uma pessoa extremamente dinâmica e capaz de realizar tarefas em uma torrente de atividade em metade do tempo que levaria o comum dos mortais. Quando decide agir, bate como um raio.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

quarta-feira, 18 de novembro de 2009



Nilmar fez seis dos últimos sete gols da Seleção Brasileira. Ontem ele foi o único a marcar - de novo. Ele não só vai ser titular no lugar do Robinho, como vai ser artilheiro da Copa do Mundo. E eu vou acompanhar o Brasil com muito mais motivação por isso tudo.
Luiz Alberto Oliveira (cosmólogo) - Na própria transcrição dos genes em proteínas ocorre uma aleatoriedade inevitável, proveniente das circunstâncias internas da célula, e essa indeterminação é co-responsável pela fixação dos caracteres individuais; a complementaridade entre Acaso e Necessidade abrange os ambientes exógeno e endógeno dos seres vivos.

ComCiência - Como dialogam as ciências humanas, a biologia e a física na atualidade?

Oliveira - Na maioria das vezes, como viajantes noturnos no deserto, que passam bem ao lado um do outro sem se encontrar. Nas ciências naturais, duas tendências estão em confronto: o especialismo, segundo o qual cada saber deve possuir limites bem demarcados para a atuação de seus praticantes, e a transdisciplinaridade, fundada no reconhecimento de que objetos complexos como o clima requerem, para uma descrição eficaz, a colaboração de idéias, instrumentos e procedimentos oriundos de diferentes áreas, da geologia à física do Sol. Obviamente, ambas as posturas são indispensáveis, a verticalidade para o específico, a horizontalidade para o integrado, mas na prática costuma-se decair para um fundamentalismo míope em favor de um dos lados. Ainda mais agudo é o distanciamento entre os saberes naturais e os humanos, em vista da generalidade e da singularidade de seus respectivos objetos de estudo. Veja-se por exemplo o conflito entre neuropsiquiatras e psicanalistas: os primeiros proclamam que os neurofármacos decretaram o fim de uma pseudociência, ignorando a observação de Lewis Thomas de que as palavras agem sobre vírus, penetram em escalas subcelulares; os segundos denunciam a leviandade da remoção de sintomas sem que se intervenha sobre as causas, esquecendo a antevisão de Freud acerca das promessas da bioquímica. Quem sabe um dia, dada a função comum de serem meios para que o pensamento mergulhe no desconhecido, os saberes venham a dialogar abertamente.

ComCiência - Se é verdade que, na atualidade, a ciência está mais associada ao mercado, quais as consequências disso para o saber científico e para os saberes que não podem produzir para o mercado, como a filosofia?

Oliveira - Consideremos o mito moderno por excelência, o "Progresso": a humanidade, o grande universal humanista parido pelo Iluminismo, teria como destinação o rumo a uma nova Canaã de abundância material. Mas a sensação em nossa pós-modernidade, o gosto em nossa boca, é de mal-estar. Recordemos os primórdios da Revolução Industrial: bens naturais fartos, bens artificiais raros. Hoje, vemos o inverso: bens artificiais abundantes, bens naturais escasseando. Sem dúvida, todo ser vivo necessariamente desconstrói e reconstrói seu habitat, mas o peso de nossa presença começa a se tornar excessivo; Edward Wilson nos aponta um rosário de extinções em massa em ecossistemas e de ecossistemas decorrentes da crescente ocupação devastadora humana. Os atuais seguidores do mercado o entronizaram como provedor de todos os benefícios prometidos e adiados, e o mercado tornou-se diretor e causa final da atividade produtiva. Tudo deve ser conversível em commodity, tudo deve ser o nodo de um fluxo de percentagens, tudo deve ser apreçado: sentimentos íntimos, doutrinas religiosas, órgãos humanos. Para quê a filosofia? Que sejamos todos unidimensionais, quer dizer, consumidores, quer dizer, consumíveis; caso contrário, estamos fora. Esta destrutividade, essa exclusão exponencial, não são apenas um mal-estar, são um mal-ser. Ora, do ponto de vista da teoria dos sistemas complexos, a vida é uma matéria organizada que, aprendendo a modificar sua própria estrutura para responder a alterações do meio, passou a conectar os tempos bilionesimais das moléculas ao tempo profundo das transformações ambientais, geológicas, e astrofísicas. A aceleração técnica vigente na contemporaneidade superpôs um novo modo temporal a esta conexão entre os ritmos materiais e biológicos: a rapidez das produções culturais. O físico Freeman Dyson compara os andamentos típicos da natureza à marcha estugada da cultura: a África e a América do Sul levaram 150 milhões de anos para atingir a separação atual; uma especiação requer em média um milhão de anos; o clima global varia ao longo de centenas de milhares de anos; já o desenvolvimento de artefatos culturais como a metalurgia ou a cidade precisou de dezenas de milhares de anos; entidades como as línguas e as religiões têm milhares de anos de longevidade; instituições como as nações duram séculos; os indivíduos têm expectativa de vida da ordem de várias décadas; mas no sistema acadêmico hiperacelerado de hoje as ideias surgem e fenecem em anos, e as inovações técnicas são lançadas e obsoletam em meses. O aspecto crítico aqui é que a compactação dos ritmos naturais pelos ritmos tecnológicos instaura uma imprevisibilidade radical: doravante o passado não nos servirá como guia, pois a história - quer da natureza, quer da cultura - não pode mais ser rebatida sobre o futuro. O futuro não será mais como antigamente. Transformações civilizacionais deste calibre não costumam ser experiências pacíficas e serenas. Como reza a tradicional maldição chinesa, viveremos tempos interessantes. Talvez como em nenhuma outra época, será necessário que invoquemos e exerçamos as potências do pensamento - a arte, a filosofia, a ciência - para que possamos, como queria o filósofo Friedrich Nietzsche, ser uma ponte entre o primata e o além-do-homem.


Luiz Alberto Oliveira*
Espaço e Tempo - na Filosofia, na Ciência e na Arte
Santander Cultural - 5 e 6 de dezembro de 2009
Horário: 15h - 17h30
Investimento: R$ 180,00 para os 20 primeiros inscritos, R$ 200,00 para os demais. Formas de pagamento: Parcelamento em 2x no cheque
Local das inscrições: Livraria Bamboletras
Flávio: 8110 0118 // flaviogil@hotmail.com
Júlia: 9242 5267 // ju_bertolucci@yahoo.com.br

Nos últimos cem anos, uma série de idéias inovadoras, resultantes da profunda Revolução Científica ocorrida no começo do século XX, tiveram sua consolidação e disseminação. Os cientistas se tornaram progressivamente capazes de sondar, analisar e modelar certas classes de fenômenos inacessíveis aos instrumentos (e conceitos) do passado.

O objetivo dos encontros será o de compor uma perspectiva acerca dos desenvolvimentos dos conceitos Espaço e Tempo nos domínios da Filosofia, da Ciência e da Arte. É proposto um debate, segundo uma visão renovada dos processos criadores, para reavaliar o entendimento que atualmente dispomos sobre a Natureza, a Vida e o Pensamento.

Para isso, serão examinadas as origens das noções de Espaço e Tempo, no Mito, na Filosofia e na História; a passagem do Mundo Fechado medieval ao Universo Infinito de Newton, a partir da constituição da Ciência moderna; a profunda reformulação acarretada pelos avanços recentes da Microfísica, Cosmologia e Teoria dos Sistemas Complexos; e explorar problemas de fronteira na Filosofia, na Ciência e na Arte segundo uma perspectiva contemporânea.


* Luiz Alberto Oliveira é físico, doutor em Cosmologia, pesquisador da Coordenação de Cosmologia, Relatividade e Astrofísica (ICRA-BR) do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT), Rio de Janeiro, onde também atua como professor de História e Filosofia da Ciência. É ainda coordenador associado do Núcleo de Pesquisas sobre Ciberculturas (CiberIdea) do Laboratório de História dos Sistemas de Pensamento da Escola de Comunicação da UFRJ, consultor de Ciências do Canal Futura de Teleducação, membro fundador do Instituto de Estudos da Complexidade e professor convidado da Casa do Saber do Rio de Janeiro e do Escritório Oscar Niemeyer.

Além de tudo isso, ele é membro da equipe dos Dynamic Encounters, do Charles Watson.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

"Houve um tempo em que as religiões eram matriarcais. Religiões voltadas para a devoção da Natureza e das forças da Natureza, e de seus ciclos, respeitando seus movimentos de expansão e retração. Elas refletiam uma visão de mundo a partir do olhar da mulher, da mãe Natureza. Mas esta visão foi soterrada pelo patriarcado e o império da razão e do racionalismo. E estamos pagando caro por isso! A visão patriarcal do mundo - refletida nas religiões patriarcais - diminuindo o feminino, o corpo, a Terra, os frutos, nega a manifestação do Espírito. Pois o Espírito se expressa no vivo, no material. O invisível se expressa por meio do visível. Disso decorre toda sorte de dificuldades com o prazer e com a expressão da Vida nas suas mais variadas formas. Quem quer que negue a energia feminina, nega a Terra. Quem nega a Terra, nega seu feminino. Hoje percebo mais claramente a necessidade premente de vermos espelhada a nossa saúde por meio de espaços puros, naturais. A paisagem urbana cria uma capa racional, artificial, construída em cimento, que impermeabiliza nosso contato com o verde primordial da onde viemos, fazendo-nos esquecer que somos feitos desses elementos, dessa Natureza mesma. Perdemos, assim, o acesso ao nosso espaço natural; por natural entendemos aquilo que é o que eu sou (sem esforço). Tudo passa a ser construído e artificial como o nosso pensar e a nossa razão. O Buda diz: "Não é possível separar sua Mente da Natureza. Sua Mente e a Natureza são uma coisa só." Como fica nossa Mente (e a percepção de nós mesmos) quando em ilhas urbanas desfiguramos a Natureza, apartando-nos do contato com nós mesmos?" (Isabela Bisconcini)


"O primeiro culto da humanidade foi ligado à Deusa Mãe, que se manifesta de várias formas: Isis, Vênus, Ishtar, Iemanjá, Maria, Kwan Yin, Athenas e tantas outras. Todas as deusas com esta gama variada de nomes manifestam os atributos de uma só, a Mãe Universal, que é mais conhecida entre os humanos como Grande Mãe ou Grande Deusa. (...) Com o passar do tempo, o culto intenso ao patriarcado fez a deusa silenciar, trazendo um impacto desmedido que se arrasta até os dias atuais. As próprias mulheres deixaram-se influenciar por este contexto, perderam a sua feminilidade, interferindo até mesmo nos ciclos lunares de menstruação. Seu lado masculino (yang) tornou-se tão forte que gerou desequilíbrios internos. (...) Quando o lado masculino usurpou do poder, afastando a Deusa do contato com a Terra, a escuridão se fez na mente humana. A mente racional assumiu o controle, deturpando o verdadeiro sentido de todas as coisas. Apagaram-se assim as estrelas do céu da consciência, para dar espaço aos fantasmas das sombras que tentam invadir o coração do ser humano. E assim arrastados pela ilusão do poder, perdem o referencial, instalando a doença da incredulidade, na ignorância dos desejos mundanos. (...) É exatamente agora o momento de plenitude em que a serpente ígnea, a energia psíquica (kundalini), subirá pela coluna, espiralando-se, usando esse poder inteligente para alcançar a iluminação e vencendo a treva da ignorância." (Mestre Djwal Khul)
Uma fotografia panorâmica de Lulina por Samuel Esteves.
Você não é um funcionário. Você se criou como um funcionário. Quando você apresenta seu cartão de visitas ou seu currículo, não acredite que você é aquilo, você é aquele que construiu o seu currículo. Todas as nossas tragédias são tragédias do personagem. Se suas circunstâncias afundarem, você não precisa afundar junto. O treinamento para atingir esse estágio, de estar vinculado e ao mesmo tempo livre, é a quarta verdade de Buda. Ela se divide em outras quatro:

• Motivação correta
• Não trazer sofrimento aos seres
• Trazer benefício aos seres
• Dirigir a própria mente (é preciso tomar decisões capazes de serem implementadas)

Se você não se acha útil para alguma coisa, é melhor nem procurar emprego. Enquanto você tiver essa dúvida – se é útil ou não –, não tem a energia para chegar. Agora, quando você tiver a certeza de sua utilidade, é diferente. Antes de chegar a uma empresa, é preciso ver de que forma você pode trazer benefício àquela organização. Faça uma investigação cuidadosa. Quando você chegar para a entrevista, tem de estar apto a dizer "sorte sua, você me encontrou".

Essencialmente, o que você precisa ter é algo que satisfaça o outro, que traga benefícios. O ponto central é esse: não é o que vou ganhar em uma relação de troca, mas o que tenho a oferecer. Muitas pessoas pensam o contrário e acabam alijadas. Isso vale tanto para o funcionamento de um negócio quanto para o mercado de trabalho. O budismo tem 26 séculos e é um empreendimento. Não é uma atividade com fins lucrativos, mas se move dentro do mundo econômico. O budismo não tem interesses econômicos, não remunera seus funcionários e seguidores. Ainda assim, mesmo sem ser uma atividade lucrativa, vive. A essência da estabilidade do budismo é que tem algo a oferecer para cada pessoa.

(Lama Padma Samten)
Um jeito diferente de tocar theremin.

currículo



Douglas Dickel faz catarses musicais, fotoartes e escritos poéticos.
Encomende as obras que o Douglas Dickel criou ou ajudou a criar:

(2004) R$ 10 [disco] Blanched: Blanched toca Angelopoulos [esgotado; há somente encartes disponíveis] - Sinewave.com.br - rapidshare
(2004) R$ 15 [livro] Douglas Dickel & Muriel Paraboni: Ambivalência - compra
(2005) R$ 15 [disco] input_output - eu contenho todos os meus anos dentro de mim [últimos exemplares] - download
(2005) R$ 00 [disco] input_output: Polissonografia - download
(2006) R$ 90 [quadro] foto emoldurada da exposição Mínimo Intenso
(2007) R$ 15 [disco] Hotel: Térreo - compra | download
(2007) R$ 15 [disco] Blanched: Avalanched - compra | download
(2008) R$ 15 [disco] Pelicano: Oito meses para a migração - download
(2008) R$ 00 [disco] input_output + Pan&tone: Panetone sessions #5 - download
(2008) R$ 00 [disco] input_output + Pan&tone + Dom Pedro: Porco-espinho - download
(2008) R$ 15 [disco] Hotel: Segundo andar - download


1. catarses musicais

Idealizou e organiza os projetos input_output (eletrônica experimental) e Hotel (tipo Desert Sessions). Tocou nas bandas Blanched (post-rock), Pelicano (indie rock/guitar noise/stoner), O RESTAURANTE DO FIM DO UNIVERSO (covers), Tom Bloch (indie rock) e Poliéster (indie rock/post-rock). (Com a Tom Bloch, ajudou a criar a música 'Nessa casa', do primeiro disco da banda: 'Tom Bloch', de 2003.) Além disso, fez a trilha sonora do curta-metragem cinematográfico Miopia, juntamente com seu diretor, Muriel Paraboni, assinando como Animinimal. Em 2006, foi jurado do Festival Interno da Canção Anchietana (FICA). Em 2007, duas músicas do input_output - 'Aço, asfalto, plástico' e 'Polissonografia' - foram trilha sonora do curta/vídeo-arte 'Anagrama', de Fernanda Severo e Jaqueline Debastiane (TecCine/PUCRS), a convite da diretora de fotografia Maria Clara Bastos. Participa com certa freqüência, lendo textos seus e fazendo ruído/música, dos saraus organizados pelo Paulo Scott: Póquet Ruído & Literatura, Mini-Mundo Sem Comercial e Primeiro Popular Porto Alegre. Participa também de improvisos com adeptos da "música livre" em Porto Alegre. Em julho de 2008, fez, como input_output, um dos quatro remixes do single 'Dubster', para o terceiro disco da banda FireFriend, de Yury Hermuche, ex-Frank Poole e parceiro de Douglas no primeiro disco do Hotel. Participou de fanzines sobre música, tendo sido editor do MusicZine e membro do projeto O Apanhador, e escreveu para as revistas Aplauso (RS) e Rock Press (RJ). Tem um HD de 250 Gb para abrigar seus incontáveis discos em MP3, escolhidos em pesquisas diárias de artistas importantes e discos recém-lançados, o que o impele também a fazer, desde 2005, listas anuais dos melhores discos e das melhores músicas. Tem uma pasta no HD com mais de 400 arquivos só de covers e suas originais. Pelo mesmo interesse em seleções musicais, é radialista locutor-apresentador formado pela Fundação Educacional Padre Landell de Moura (FEPLAM), tendo trabalhado na rádio Unisinos FM 103.3 - oito meses como redator e, como locutor, um mês fixo e alguns programas avulsos. Atuou já como ator de performance para o Club D'Essai.


2. fotoartes

Expõe virtualmente suas fotografias minimalistas/abstracionistas e de gatos no Flickr e realizou sua primeira exposição, Mínimo Intenso, de 16 de fevereiro a 12 de março de 2006, na Galeria dos Arcos (Usina do Gasômetro) - financiado pelo Edital 01-2005 do Fumproarte. (Das 50 fotos expostas, 9 foram roubadas do local. O material gráfico da exposição foi da designer Amanda Müller Reche.) Ficou em 5º lugar num concurso de fotos de gatos do site Gato & Gateiros; apresentou um trabalho com 20 fotos em 26 de agosto de 2007, na segunda edição da Pecha Kucha Night: Porto Alegre; e recebeu o 2º lugar no 3º Concurso Fotográfico do Sintrajufe/RS (Sindicato dos Trabalhadores nas Justiças Federais do Rio Grande do Sul) cujo tema era sombras, tendo a foto premiada sido selecionada para figurar no calendário 2008 desse sindicato e atualmente está exposta na Sala de Atendimento da sua sede.


3. escritos poéticos

Douglas lançou, em setembro de 2004, pela editora Movimento e com financiamento do Fumproarte (Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre), seu primeiro livro, cujo título/tema é Ambivalência. A obra rendeu o prêmio de autor revelação da 50ª Feira do Livro de Porto Alegre, em 2004 (recebido junto com o co-autor, o amigo Muriel); a participação no júri do concurso Poemas no Ônibus, 14ª edição (2005/2006), organizado pela Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre; e o convite para escrever a orelha de Entre, livro de contos do Antônio Xerxenesky. Sua poesia 'Olho mágico' recebeu menção honrosa na 4ª edição do concurso Expresso das Letras, realizado em 2007 e com premiação em 2008. Também de 2007 para 2008 foi finalizado o curta/vídeo-arte 'Anagrama', de Fernanda Severo e Jaqueline Debastiane (TecCine/PUCRS), para o qual Douglas escreveu dois poemas, a convite da diretora de fotografia Maria Clara Bastos. Participa com certa freqüência, lendo textos seus e fazendo ruído/música, dos saraus organizados pelo Paulo Scott: Póquet Ruído & Literatura, Mini-Mundo Sem Comercial e Primeiro Popular Porto Alegre. No momento, dá seqüência ao trabalho com contos que iniciou - e parou - em 1999, tendo escrito dois contos baseados em discos do Sonic Youth e feito o módulo um da oficina literária do Charles Kiefer.


discografia



input_output - Eu contenho todos os meus anos dentro de mim (2005)

01. Eu contenho todos os meus anos dentro de mim (0:47) (Douglas Dickel)
02. Caminho (3:08) (Douglas Dickel)
03. Joelho (3:01) (Douglas Dickel)
04. Escombros (2:59) (Douglas Dickel)
05. Aço, asfalto, plástico (3:04) (Douglas Dickel)
06. Cada vez mais (4:06) (Douglas Dickel)
07. Aranhas versus abelhas (2:22) (Douglas Dickel)
08. Medo (0:56) (Douglas Dickel)
09. Indústria brasileira de lavadoras automáticas (2:17) (Douglas Dickel)
10. Albatroz (3:39) (Douglas Dickel)
11. Insect-project (2:17) (Douglas Dickel)
12. Joseph Campbell (3:38) (Douglas Dickel)
13. Banho quente (3:02) (Douglas Dickel)
14. Qualquer lugar/somewhere (2:16) (Douglas Dickel)
15. Squash/póquet (20:04) (Douglas Dickel)


Blanched - Blanched toca Angelopoulos (2004)

01. Tristes dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera (3:49) (Leonardo
Fleck/Douglas Dickel)
02. Cada um (9:14) (Leonardo Fleck)
03. Hoje eu tou melhor (8:04) (Daniel Galera)
04. Um palhaço no campo de concentração (4:51) (Leonardo Fleck)
05. Casa de descanso (12:25) (Leonardo Fleck/Douglas Dickel)


Blanched - Avalanched (2007)

01. Avalanche # (0:33) (Douglas Dickel/Marcelo Koch)
02. Barbaritude (6:33) (Daniel Galera)
03. O final de O Incrível Hulk (6:07) (Douglas Dickel)
04. Avalanched (0:51) (Douglas Dickel)
05. Cora (6:59)(Leonardo Fleck/Douglas Dickel)
06. Valsa # (4:28) (Leonardo Fleck)



Hotel - Térreo (2007)

01. Quarto 110 (14:06) (Douglas Dickel)
02. Quarto 115 (9:04) (Marcelo Koch)
03. Quarto 106 (8:22) (Renan Stiegemeier)
04. Quarto 101 (11:01) (Yury Hermuche)
05. Quarto 104 (9:58)


Pelicano - Oito meses para a migração (2008)

01. Turbulência (4:21) (Pedro Xerxenesky/Douglas Dickel)
02. Tesoura e pernas (3:41) (Bruno Galera/Douglas Dickel)
03. Foi isso (4:02) (Douglas Dickel)
04. Pelicanos (3:19) (Douglas Dickel)
05. Sol escarrado de cinza (2:55) (Douglas Dickel/Muriel Paraboni)
06. Mutante (4:04) (Madi Pacheco/Douglas Dickel)
07. Chegou a vez (6:36) (Douglas Dickel)
08. Pára (5:28) (Bruno Galera)